No livro "Confissão da Leoa" está escrito: «(...) era demasiado pessoa. Sofria dessa humana doença chamada consciência.». Ao ler esta frase fiquei a refletir nas veras e conscientes palavras. Demonstra o quanto a consciência é um ato tão humano, que nos proíbe de ir e voar. Impede que sejamos felizes com medo de ultrapassar as barreiras que a sociedade nos impinge e, portanto, não nos deixa mudar. Leva-nos a agir de forma tão correta e ordeira que não permite que nos divertamos e que sejamos apenas nós, mas sim algo exageradamente guiado. Leva-nos a ser "demasiado pessoas".
Por outro lado, ser "demasiado pessoa" é algo que me atormenta. Ter que agir conforme o que esperam de nós, e não nos permite acompanhar o vento e viver cada momento, porque temos demasiado siso.... "Demasiado pessoa".... Demasiada consciência, demasiada preocupação, demasiada retidão, demasiadas regras, e muitos poucos sonhos cumpridos; muitas poucas aventuras vividas; muitos poucos momentos aproveitamos.
Perante isto, questiono-me se, de facto, seremos demasiado pessoas ou máquinas.
Perante isto, questiono-me se, de facto, seremos demasiado pessoas ou máquinas.
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